Categoria: Crônicas da ClaricePágina 1 de 4

Neto, o Onça de Luanda

Clarice sempre desconfiou de homens muito finos. Não dos educados, veja bem. Educação é uma coisa linda, necessária, quase revolucionária num mundo em que as pessoas confundem sinceridade…

Lalau, as Fichas Técnicas e o Fiofó

Clarice sempre soube que havia três coisas capazes de humilhar um ser humano adulto: boleto vencido, elogio profissional com diminutivo e proposta de trabalho feita por gente que…

O Presente, o MP3 e a Desordem Pública

Clarice sempre dizia que Damasco era uma espécie de teste psicológico coletivo disfarçado de cidade histórica. Você chegava lá achando que ia encontrar espiritualidade, poesia sufi e mercados…

Clarice e a Sociedade do Espetáculo Obrigatório

Clarice já desconfiava, havia anos, que a humanidade tinha perdido o eixo. Não aquele eixo dramático de fim de civilização, com meteoros, pragas ou zumbis chegando em fila…

A História, o Berço e o Ódio

Clarice já não tinha idade para se surpreender com homem, mas ainda tinha sistema nervoso, o que era um inconveniente… Bastava abrir o celular, ouvir uma conversa na…

A Manchete, a desumanização e as lágrimas

Clarice acordou desolada. Não era ressaca, não era boleto, não era nem o sumiço misterioso de uma meia na máquina de lavar — era pior… Era manchete. “Ninguém…

A gata bipolar, o atum e o início do inferno

Clarice sempre achou gatos criaturas esteticamente irrepreensíveis. Elegantes, silenciosos, minimalistas — quase como esculturas vivas, dessas que a gente admira de longe e agradece não precisar limpar o…

O Imposto reprodutivo e o Patriarcado

Clarice descobriu que envelheceu quando começou a ler notícia ruim como quem lê previsão do tempo: sem susto, só com aquela cara de “ah, tá… mais uma tempestade…

A Micareta, o Choro e o Visto

Clarice não viaja. Clarice acontece. E, como todo acontecimento bem mal-educado, ela chega sem avisar, sem roteiro, sem seguro-viagem e com um otimismo suspeito. Planejar pressupõe acreditar que…

A Barba, a Flor e o Patriarcado

Outro dia, enquanto tomava café frio na mesa da cozinha, o algoritmo de Clarice lhe passou mais uma rasteira indicando uma entrevista… Era dessas leituras que não passam…